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quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ataque ao BRB desvia R$ 53 milhões do TJBA
O Banco de Brasília (BRB) foi alvo de um ataque cibernético que resultou no desvio de R$ 53,1 milhões que pertenciam ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA).
Segundo o Correio Braziliense, os recursos estavam no BRBJUS, sistema usado pela instituição para administrar depósitos judiciais, e foram roubados através de 520 transferências Pix não autorizadas.
A principal hipótese do BRB é que o ataque tenha envolvido o uso indevido de um certificado digital e a exploração de uma interface do sistema.
As transferências teriam começado por volta das 6h10 de 17 de setembro e foram identificadas às 10h. Segundo o banco, o sistema foi bloqueado às 10h10, cerca de quatro horas depois do primeiro Pix.
O BRB acionou o mecanismo de devolução do Pix e avisou o Banco Central, afirmando que vai repor todo o valor nas contas judiciais, mesmo que o dinheiro não seja recuperado.
De acordo com o portal de notícias O Bastidor, o banco e o TJBA têm versões diferentes sobre onde o problema aconteceu e quem seria responsável.
O banco afirma que as informações levantadas até então apontam para uma origem externa ao ambiente que ele administra.
Já o tribunal diz que o incidente ocorreu dentro de um ambiente que pertence e é administrado pelo próprio BRB, e que as credenciais usadas no acesso também são gerenciadas pela instituição.
Em 25 de setembro, o TJBA informou que abriu um processo administrativo para investigar o caso.
O BRB mantém um contrato com o TJBA para administrar os depósitos judiciais ligados aos processos do tribunal. O acordo estava previsto para terminar em 26 de agosto, mas o TJBA decidiu encerrar a relação e transferir os valores para a Caixa.
O BRB, que é controlado pelo Governo do Distrito Federal, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir a transferência. Conforme as estimativas do banco, cerca de R$ 394 milhões em novos depósitos deixariam de entrar mensalmente caso o contrato fosse encerrado.
Em 25 de agosto, o ministro Luiz Fux, relator do caso no STF, determinou a prorrogação do contrato por mais 90 dias e proibiu o TJBA de transferir os depósitos para outra instituição. Cerca de três semanas depois, ocorreram as transferências Pix não autorizadas.
Após o governo da Bahia informar o STF sobre o incidente, Fux pediu ao BRB informações sobre as medidas adotadas para investigar o caso.
A prorrogação do contrato entre o banco e o tribunal vale até o fim de novembro, mas ainda precisa ser confirmada pelo STF, que segue analisando o caso.
Fonte: BAGUETE
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